Clica na coisa que ela cresce.
Alguém tem o telefone do Drº Emet Brown, preciso pegar a chave do Deloriam emprestada …..
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Categorias: briga · justiça · moradora · síndico · ânus
Um prédio não “nasce” condomínio, existem muitos casos de edifícios construídos em mil novecentos e pedrinha por uma só pessoa, não necessariamente um engenheiro (por ai você imagina as coisas que aparecem, eu mesmo morava em um que não tinha registro geral na cozinha, para trocar a torneira era preciso o prédio todo ficar sem água …). Como eram vários apartamentos de uma só propriedade não se constituía o condomínio, o que depois que o dono morre dá um rebú danado… Normalmente depois que ele “empacota” os herdeiros, depois de saírem na porrada feito o inventário, vendem seus apartamentos, fazendo um verdadeiro samba do crioulo doido, criando, como eu particularmente chamo, uma vila vertical, sem regras, normas, etc… Num desses prédios, os herdeiros tiveram a feliz idéia de constituir um condomínio, evitando assim as tradicionais merdas coisas que costumam acontecer depois. Todos os imóveis eram alugados e nenhum dos filhos do “presunto” construtor morava no local ou queria se envolver com a administração de lá, deixando uma das inquilinas como síndica. D. Maricota, esse era o nome da Síndica, adorava gatos, mas particularmente uma gata, a Maria, tocava o condomínio sem maiores problemas e iniciou o processo para a instalação do Condomínio. Com todo o auxílio legal necessário, era senso comum entre os herdeiros prestar uma justa homenagem ao pai, construtor do cortiço maravilhoso empreendimento familiar, com o que todos os moradores concordavam. Nosso engenheiro só deixou herdeiros “homens” e, alguns deles, chegavam a se emocionar falando da importância do pai na vida deles (eu também acharia meu pai muito mais importante na minha vida se, além dos ensinamentos e das lições de vida, ele também tivesse me deixado uma cobertura na Vieira Souto como o deles) e o processo todo transcorreu sem maiores problemas, até o dia da assembléia de instalação (não sabe o que é isso, clique aqui), por problemas particulares os herdeiros não puderam comparecer, deixando, mais uma vez, tudo a cargo de D. Maricota. Iniciada a Assembléia eis que surge a fatídica pergunta: _ Qual será o nome do Condomínio? Neste momento, emocionada, D. Maricota inicia seu discurso dizendo que aquela era uma ocasião muito importante na sua vida, talvez a mais importante até agora, pois iria ter a honra de prestar uma justa homenagem aquele ser tão iluminado que preenchia a sua vida, havia sido companheira em muitos momentos difíceis e a ajudou muito a conquistar tudo o que conquistou até essa etapa de sua vida…. Todos estranharam e começaram a achar que D. Maricota tinha sido amante do Velho, como o pai dos viadinhos herdeiros era carinhosamente chamado pelos moradores, D. Maricota, já com os olhos embargados pela emoção do momento, mal contendo as lágrimas, dá uma de pregadora e continua, dizendo que será feita a vontade de Deus naquele momento, pois ele, do alto de sua sabedoria, a colocou nesse cargo para fazer essa justiça com esse ser tão injustiçado por uns, mas certamente amado por ela … Pronto, com essa frase começaram os burburinhos no salão … _ Como pode aquela velha safada, com toda aquela pose de santa! Falou fazendo cara de inveja a solteirona do 202 ….. _ E vai a missa todo domingo, que cara de Pau! Bradou a carola do 4º andar … Os mais novos também faziam suas graças: _ O tiozinho era bom mesmo, a D. Maricota não esqueceu até hoje …. Diante do burburinho geral e da emoção da D. Maricota, que estava alheia aos comentários, o gerente da conta pediu a todos um pouco de silêncio e se dirigiu a síndica:_ E então D. Maricota, qual o nome do Condomínio? Ao que ela responde: _ Meu filho, como todos já sabem, o nome do condomínio será uma homenagem a “pessoa” mais importante da minha vida, ele se chamará Vila Maria, em homenagem a minha gatinha!!!
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Em dia de assembléia geral ordinária (AGO) normalmente o plenário é concorrido, principalmente se a gestão do síndico não for, digamos, transparente … Mas nem sempre é assim, em alguns (raríssimos) casos, não aparece ninguém na assembléia, ou então não aparecem candidatos para o cargo, como já falei antes, é na AGO que são eleitos o síndico, subsíndico e o conselho consultivo. Numa dessas raríssimas AGO’s, condomínio grande, plenário lotado, expectativa do gerente para uma jornada tumultuada, inicia-se a discussão pelo primeiro item da pauta, justamente o que costuma ser mais polêmico: prestação de contas. Para surpresa do gerente, o item é aprovado por unanimidade, sem um questionamento sequer. Bem, livrado o primeiro problema, vamos ao segundo: previsão orçamentária. Neste item, para quem não sabe, é discutido o orçamento do condomínio para o próximo ano, ou seja, de quanto vai ser o aumento da cota. Timidamente o gerente do prédio distribui sua previsão propondo 30% de reajuste, já esperando a chiadeira geral, o que (quase) sempre acontece, você diz que precisa de 10%, eles aprovam 5%, e no final te culpam porque o dinheiro não deu para pagar as contas. Surpreendentemente o plenário concorda com a previsão e aprova os 30% por unanimidade. A essa altura o gerente já estava até consultando o calendário para ver se não se tratava de pegadinha de 1º de abril, mas como era 25 de julho, seguiu o bonde e passou-se para o item de eleição de síndico e conselho consultivo. Depois de fazer um charme dizer que não pretendia continuar no cargo, o senhor Alfredo do 8º andar foi reeleito como síndico. Também foram reeleitos dois integrantes do conselho, porém, faltava o terceiro para compor toda a administração. Depois de muito jogo de empurra, os presentes se concentraram no seu Vasco, o morador do 3º andar e não o time de futebol, tentando convencê-lo a aceitar o cargo, afinal ele já estava aposentado, morava ali há muitos anos e, como contador, poderia contribuir muito com a gestão do condomínio. Após muita insistência do plenário o senhor Vasco pediu a palavra e iniciou seu discurso, dizendo que o cargo de conselheiro era um caixão muito pesado, por este motivo não poderia aceitar tal honraria, pois não tinha mais idade para carregar um caixão desses, apesar de estar aposentado tinha seus compromissos pessoais, logo não poderia estar presente na hora de pegar na alça do caixão para carregá-lo, e todos sabem como é, se falta uma pessoa o caixão cai para um lado e o defunto aparece, e coisa e tal, e como quem quisesse uma confirmação de suas palavras pergunta ao gerente: _ o senhor não concorda comigo senhor João? No que o gerente de bate pronto e sem pestanejar responde: _ sei lá seu Vasco, me deixa fora dessa, eu trabalho em administradora e não em funerária …..
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