Ainda falando de cachorros, certa vez um morador já conhecido pelas baratas de estimação que ele tinha em casa, sim, porque não havia dedetização que desse jeito nesse mal, resolveu fazer uma graça em casa e viajar com a patroa, eles tinham, como eles mesmos falavam, dois filhos, um poodle branco e um boxer, ambos machos, se é que se pode chamar um poodle de macho (dizem as más línguas que eles são a cara da mãe). Como a viajem era de segunda lua de mel, por motivos óbvios, não tinha lugar para os filhos do casal, o problema é que a maré também não andava nada boa para o cidadão, para pagar as despesas com o pacote turístico em Paquetá numa bucólica ilha da Baía de Guanabara, nosso Don Juan teve que pagar com 12 cheques pré-datados e rebolado para os dois últimos terem fundos e não estourarem o especial, isso sem contar que ele ainda tinha que arrumar o dinheiro para as despesas no local, afinal o pacote só incluía café da manhã, logo, não tinha grana para pagar as diárias do hotel canino (pois é, tem de tudo nesse mundo hoje em dia) para seus “rebentos”. Apertado e sem ter com quem contar, nosso amigo não pestanejou, deixou um pote cheio da ração preferida dos bebês, uma vasilha com água, sem contar no bebedouro preferido dos dois cachorros de apartamento, a privada, que estrategicamente ficou com a tampa levantada. Para que seus filhos não se sentissem sufocados, nosso zeloso papai deixou aberta uma pequena fresta na janela, afinal que mal isso poderia trazer, ela tinha rede de proteção mesmo. Com tudo pronto, o casal feliz partiu para sua viagem de segunda lua de mel, rumo a 15 dias do mais puro tédio prazer, nas águas poluídas límpidas da Baía de Guanabara. Depois de uma semana de solidão e após muitos uivos a noite incomodando os vizinhos, um dos filhos do casal, o poodle, sabe-se lá por solidão ou tédio, particularmente eu acho que o irmão mais forte tava tentando enrabar ele, abriu a fresta da janela, conseguiu rasgar a tela de proteção e num ato de desespero se atirou da janela, ao som dos latidos de seu irmão maior, (que certamente queriam dizer: _ Volta aqui FDP que eu ainda não terminei de te comer ….). Como a família feliz morava no 6º andar do edifício não é preciso dizer que não sobrou muita coisa do pobre poodlezinho. Tendo em vista os responsáveis pelo animal não terem sido localizados, a pobre criatura foi enterrada como indigente num terreno baldio próximo ao condomínio. Dias depois, não se sabe se por remorso ou solidão, o boxer resolveu tentar a mesma coisa, só que dessa vez, alertado por um policial que passava na rua (quem disse que nunca se vê um quando se precisa … ), o síndico, acompanhado pelo homem da lei, invadiu o apartamento e, num ato heróico, salvou aquela pobre vida indefesa, que não se conformava com a solidão e o abandono que se encontrava após perder seu parceiro sexual irmão. Ao retornar da lua de melda, o casal foi avisado do trágico fim de um de seus filhos e recebeu a notificação da multa aplicada pelo condomínio devido aos uivos de solidão emitido pelos dois … Foi o trágico fim de uma família feliz, parece que, pressentindo o que estava acontecendo em casa, nosso Dom Juan não fez o dever de casa com a patroa durante a viajem e a morte do filho preferido dela foi a gota d’água, um mês depois veio a separação …..
O CÃO SUICIDA OU O TRÁGICO FIM DE UMA FAMÍLIA FELIZ
Agosto 15, 2007 · 4 Comentários
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4 respostas so far ↓
Sunda // Agosto 16, 2007 às 2:41 pm
Primeiro!
Até que enfim!
Vinicius // Agosto 16, 2007 às 3:34 pm
Cara rs..
um “pudou” não combina com um boxer rsrs !! rs
RD // Agosto 17, 2007 às 8:23 am
Que burrice…
Tu não mora em um local muito normal não hein…
Só tem lesado da cabeça… hahaha….
vandinha // Agosto 17, 2007 às 12:35 pm
Pobre poodle!
Que Deus o tenha!
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