Em dia de assembléia geral ordinária (AGO) normalmente o plenário é concorrido, principalmente se a gestão do síndico não for, digamos, transparente … Mas nem sempre é assim, em alguns (raríssimos) casos, não aparece ninguém na assembléia, ou então não aparecem candidatos para o cargo, como já falei antes, é na AGO que são eleitos o síndico, subsíndico e o conselho consultivo. Numa dessas raríssimas AGO’s, condomínio grande, plenário lotado, expectativa do gerente para uma jornada tumultuada, inicia-se a discussão pelo primeiro item da pauta, justamente o que costuma ser mais polêmico: prestação de contas. Para surpresa do gerente, o item é aprovado por unanimidade, sem um questionamento sequer. Bem, livrado o primeiro problema, vamos ao segundo: previsão orçamentária. Neste item, para quem não sabe, é discutido o orçamento do condomínio para o próximo ano, ou seja, de quanto vai ser o aumento da cota. Timidamente o gerente do prédio distribui sua previsão propondo 30% de reajuste, já esperando a chiadeira geral, o que (quase) sempre acontece, você diz que precisa de 10%, eles aprovam 5%, e no final te culpam porque o dinheiro não deu para pagar as contas. Surpreendentemente o plenário concorda com a previsão e aprova os 30% por unanimidade. A essa altura o gerente já estava até consultando o calendário para ver se não se tratava de pegadinha de 1º de abril, mas como era 25 de julho, seguiu o bonde e passou-se para o item de eleição de síndico e conselho consultivo. Depois de fazer um charme dizer que não pretendia continuar no cargo, o senhor Alfredo do 8º andar foi reeleito como síndico. Também foram reeleitos dois integrantes do conselho, porém, faltava o terceiro para compor toda a administração. Depois de muito jogo de empurra, os presentes se concentraram no seu Vasco, o morador do 3º andar e não o time de futebol, tentando convencê-lo a aceitar o cargo, afinal ele já estava aposentado, morava ali há muitos anos e, como contador, poderia contribuir muito com a gestão do condomínio. Após muita insistência do plenário o senhor Vasco pediu a palavra e iniciou seu discurso, dizendo que o cargo de conselheiro era um caixão muito pesado, por este motivo não poderia aceitar tal honraria, pois não tinha mais idade para carregar um caixão desses, apesar de estar aposentado tinha seus compromissos pessoais, logo não poderia estar presente na hora de pegar na alça do caixão para carregá-lo, e todos sabem como é, se falta uma pessoa o caixão cai para um lado e o defunto aparece, e coisa e tal, e como quem quisesse uma confirmação de suas palavras pergunta ao gerente: _ o senhor não concorda comigo senhor João? No que o gerente de bate pronto e sem pestanejar responde: _ sei lá seu Vasco, me deixa fora dessa, eu trabalho em administradora e não em funerária …..
O CAIXÃO
Agosto 24, 2007 · 3 Comentários
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3 respostas so far ↓
Júlia ROberts // Agosto 24, 2007 às 2:09 pm
Primeirraaa!!
Haahaha pensa na mão caindo no seu ombro!! Cruzesss!! rsrsr
RD // Agosto 25, 2007 às 11:38 am
O seu Vasco poderia dormir sem essa hein… pediu pra tomar… hahaha
t+
Vinicius // Agosto 27, 2007 às 9:06 am
eita vasco..
o nome diz tudo rs…
poxa reunião de condominio é um saco rs..
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